Por Linhas Tortas

26/11/2008

Fraudes nas eleições?

Arquivado em: Política, Sociedade — Silvano @ 4:11 am
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Todo bom brasileiro gosta de reclamar do país, então muito provavelmente todo cidadão já reclamou, ao menos uma vez na vida, sobre fraude. Mas é fato que os funcionários do TSE e dos TREs sempre fizeram propaganda da inviolabilidade das urnas eletrônicas, ou seja, impossível fraudar a urna.

Recentemente a Band mostrou uma reportagem falando de diversos indícios de fraude, no caso numa cidadezinha no interior do Maranhão chamada Caxias. Os indícios contam com o laudo técnico de dois profissionais da informática (um analista de sistema e um programador) que receberam autorização judicial para analisar as urnas e eles escreveram um relatório com provas de que as urnas foram fraudadas.

Em entrevista com um funcionário do TSE, ele fala que sequer lidam com a possibilidade de fraude, apenas com erros causados pela ignorância da população humilde de Caxias. Ou seja, não vai sair nem uma investigação séria diante do caso.

Mas não é só em Caxias. Em Alagoas nas ultimas eleições para governador (há 2 anos), um dos candidatos que estava perdendo feio nas pesquisas ganhou a eleição no 1º turno, tendo recebido 100% dos votos de pequenas cidades do interior cujo os políticos influêntes da região apoiavam outro candidato. Possível? é, provável? não. Um dos candidatos derrotado tentou entrar na justiça para dar início a uma investigação, mas obviamente não deu em nada.

E isso não acontece apenas em cidades pequenas, aqui em São Paulo ouvi vários casos estranhos como o do candidato a vereador que não recebeu nenhum voto na sessão onde ele votou, algo semelhante aconteceu em Caxias, na reportagem da Band. Coincidência? Díficil acreditar nisso, não é?

O TSE reluta em investigar melhor esses casos, pois se compravada a falibilidade das urnas todo o sistema eleitoral eletrônico vai cair em descrédito, algo que vai se muito custoso para o governo.

Eis a reportagem da Band:

01/09/2008

Veja e Gilmar Mendes

Arquivado em: Política, Sociedade — Silvano @ 9:27 pm
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O que há de errado com o país? Bom São muitas respostas e possibilidades, mas com certeza a mídia é uma resposta bem plausível.

Vejam a “Veja” por exemplo. Se diz parcial, se diz verdadeira, jornalística e factual.
Que tal a reportagem sobre as escutas de Gilmar Mendes. O cara vem falando de grampos e escutas há muito tempo, nas suas três investidas anteriores ele não conseguiu nada excerto se provar um mentiroso e/ou paranóico (podem confirmar nestes links: 1, 2, 3) de primeira linha.

Então a Veja resolve cair dentro na 4º palhaçada, de acordo com ela, graças a uma fonte “anônima” de dentro da Abin, foi “confirmada” a existência de escutas. Mas qual o fato mais interessante nisso? Bem o grampo foi feito p/ ilustrar a descência do caro ministro do STF que foi ouvido falando contra pedofilia; pois é estamos diante do único (e suposto diga-se de passagem) grampo da história onde o grampeado se sai bem!
Claro que até existe a possibilidade de Mendes e a Veja estarem corretas dessa vez, mas valeria no mínimo uma explanação sobre os erros anteriores para que os leitores pudessem julgar melhor a situação, bem como expor tudo como possibilidade e não como fato.

No final das contas Lula acabou cedendo e afastou a cúpula da Abin (a inteligência brasileira, nossa versão da CIA para quem não sabe) por causa desses supostos grampos. Agora é sentar e esperar a próxima palhaçada, porque o povo realmente adora ficar apático diante dessas situações.

01/08/2008

Debate para prefeito na Band

Arquivado em: Política — Silvano @ 9:18 am
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Ontem a noite teve debate para prefeito de Sâo Paulo, de forma geral o debate foi ruim, começou bem, mas o 3º e 4º blocos foram, no mínimo, fracos. Mas foi ruim porque houve perguntas mal formuladas e assuntos, emora importantes, menores e específicos, quando se esperava questões maiores e mais importantes, bem como se esperava melhor resposta e expressão por partes dos candidatos.

Soninha (PPS) respondeu bem todas as perguntas, tinha idéias não-convencionais e importantes e fez uma boa análise das questões que lhes foram dadas. Ela falou de pontos importantes como ciclovias e melhoria no transporte público, falou da questão da distância entre trabalho e trabalhador e do problema das creches e escolas. Ela se saiu um pouco mal no 4º bloco, mas no geral foi a melhor do debate.

Embora Valente (PSOL) não tenha se expressado muito bem ele conseguiu deixar claro que o psol não veio para brincadeiras e que algumas reformas radicais são necessárias na cidade (e são mesmo). Falou da necessidade de inverter prioridades, falou da sociedade do automóvel (que é responsável por mais 70% da poluição), da melhoria no transporte público (inclusive ele falou em subsídio) e na saúde. Acabou se saindo bem, mas não tanto.

Seguindo em frente, em termos de propostas, Renato Reichmann (PMN) até mandou bem, embora tenha apresentado nervosismo no começo, falou de suas idéias e propostas, eu particularmente eu não gostei muito dele, pois coisas como abrir creche 3h da manhã e manter as AMAs em funcionamento 24h é excessivo, um gasto grande, que poderia ser resolvido de outra forma.

Marta (PT) não foi mal, mas não foi bem, ela não se queimou, praticamente jogou na defensiva, mas isso acabou sendo postivo de certa forma, já que ela está em primeiro lugar nas pesquisas ela procurou só se manter em pé. Foi atacada e se saiu usando números, que não foram lá muito certos.

Kassab (DEM) seguiu estilo semelhante ao de Marta, mas ele foi um pouco pior nas suas respostas, ao meu ver.

Alckmin (PSDB) foi mal, com excessão do primeiro bloco (onde falou muito bem) se esquivou de perguntas e enrolou bastante. Foi atacado (até por Kassab na questão das privatizações) e não conseguiu se defender. Na minha opinião ele queria ter uma atitude como Marta e Kassab, mas como foi alvo de outros candidatos ele teria que mudar de estratégia. Acabou que foi um dos piores do debate.

Ciro Moura (PTC) não apresentou propostas direito, embora tenha tido algumas respostas um pouco interessantes, resumidadmente não chamou atenção.

Maluf (PP) foi repetitivo, falou uma ou outra coisa boa, mas no geral mandou mal. A idéia da Freeway foi no mínimo ridícula (principalmente porque foi resposta a pergunta sobre poluição), atacou bem Alckmin e não foi feliz em sua resposta sobre os processos contra sua pessoa.

Como disse de forma geral o debate foi ruim, resta esperar o próximo. Espero que os jornalistas façam perguntas cabíveis e interessantes, de questões mais gerais e não de sanitários públicos.

Abro aqui um pequeno parêntese para demostrar que eu acho importante a participação de todos os candidatos, mesmo os considerados nanicos, pois todos tem direito a falar e debater e os nanicos podem mostrar ao povo que têm idéias interessantes.

15/07/2008

Abaixo a Amazônia

Arquivado em: Meio Ambiente, Política — Silvano @ 8:41 pm
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Parece que é justamente isso que o governo pensa. No dia 9 de julho a Medida Provisória conhecida como PAG (Plano de Aceleração da Grilagem), apelidade de PAI (Plano de Aceleração das Invasões), foi aprovada com 37 votos a favor e 23 contra.

A MP 422 amplia o limite máximo de áreas invadidas na zona rural da Amazônia que poderiam ser legalizadas pelo governo sem exigências, como uma licitação. O limite passa de 500 para até 1.500 hectares, com a desculpa de beneficiar pequenos proprietários. Só lembrando que 1.500 hectares é equivalente a cerca de 15 km² (mais ou menos o tamanho da cidade São Caetano do Sul que tem mais de 140.000 pessoas).

Resumidamente o governo acaba de aprovar e legalizar a grilagem.

Para quem não sabe o que é grilagem, eis um vídeo curto (2:39 min) que explica bem do que se trata.

Pois é, com a floresta acabando e o mundo sendo vítima de mais e maiores crises ambientais, essa é a solução encontrada pelo governo brasileiro para resolver isso. Dá-lhe Brasil.

06/06/2008

Em busca do congestionamento definitivo

Arquivado em: Política — Silvano @ 1:38 am
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Um segundo post no dia de estréia só pode ser algo muito bom ou muito ruim, infelizmente ganhou a segunda opção.

O governo de São Paulo lançou um programa (ProVeículo) que serve de incentivo e auxílio às montadoras de automíveis, coisa de R$ 6,8 bi às empresas, na forma de crédito para investimentos. Ou seja, vamos esquecer investimento em transporte público, o que vale mesmo é trazer mais carros às ruas (quase 1000 por dia não é o suficiente).

“Ah mas isso deve ser para gerar mais emprego”, alguém pode pensar. Pena que enquanto a indústria automobilística tem um crescimento de 72% de vendas (registrado ano passado), o emprego nessa área cresceu apenas 32% (menos que a metade). E para completar o governo exige que as montadoras que entrarem no ProVeículo participem de um programa de admissão de estagiários, o Jovem Cidadão — Meu Primeiro Trabalho. Ou seja, podem fugir da carteira assinada, o negócio é chamar estagiário que trabalha feito um escravo e não reclama.

Mas não sejamos negativistas, vai ver o governo quer que o congestionamento definitivo (que dizem se ocorrer ninguém mais vai conseguir trafegar porque todas as vias principais vão estar num único gigantesco engarrafamento) chegue logo, porque só assim que as pessoas vão parar de usar carro de vez.

Mais informações sobre esse projeto bizarro no blog Outra Política

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