Por Linhas Tortas

06/10/2009

Ecolocalização

Arquivado em: Biologia, Sociedade — Silvano @ 2:45 pm
Tags: , , ,

Mais conhecido como sonar, é o mesmo sistema usado por morcegos e golfinhos, por exemplo, para se localiza.A idéia é emitir um som e ouvir a refleção do som nos objetos (o famoso eco), com isso é possível calcular a distância e o formato do objeto que refletiu o som emitido.

Ok bela aula fajuta de biologia, pois é, a questão é que até então eu achava que isso não era usado por humanos, mas eu estava errado, um garoto britânico de 7 anos é capaz de usar a ecolocalização para ver os objetos, ao que parece isso permite ao garoto até jogar basquete.

O garoto nasceu cego, mas não desenvolveu a técnica naturalmente, ele aprendeu com o californiano Daniel Kish, de 43 anos, que fundou uma organização não governamental internacional de ajuda aos cegos.

O que ele faz é estalar a língua, o som do estalo reverbera pelo ambiente e os ouvidos treinados (e a mente afiada) dele o permitem “ver com os ouvidos”, e andar tranquilamente sem necessidade de ajuda.

A notícia me surpreendeu e como um bom fã de quadrinhos não pude deixar de lembrar do Demolidor (quem não o conhece pode ser q se lembre do filme com Ben Affleck no papel principal), um herói que ficou cego, mas estranhamente desenvolveu super sentidos sendo capaz de visualizar tranquilamente tudo ao seu redor.

Fonte original: G1

04/08/2009

Gripe Suína: Mais uma conspiração?

Arquivado em: Medicina, Sociedade — Silvano @ 8:09 pm
Tags: , , , ,

Eu não sou fã de teorias da conspiração (embora alguma me impressionem muito), até pq algumas são tão boas manipuladoras quanto as “conspirações” que elas supostamente querem tornar públicas.

Mas considerando todo o retrospecto da indústria famacéutica e minha irritação com todo exageiro em cima da gripe suína, acho que vale a publicar o vídeo abaixo aqui no Por Linhas Tortas. Até porque independente se você acredita ou não, é bom sempre ver os dois lados da moeda.

05/02/2009

Exercícios Caseiros

Arquivado em: Medicina, Sociedade — Silvano @ 9:50 pm
Tags: , , , ,

Eu sou uma pessoa com hábitos pouco saudáveis, não me importo muito com alimentação, algumas raras vezes sinto dor na consciência e resolvo comer uma furta ou salada e não faço exercícios, ou melhor não fazia. Em geral, no máximo, eu buscava manter alguns hábitos como descer do ônibus um pouco antes e dar uma caminhada de 10 ~ 15 minutos, evitar elevador, se não tiver de subir muito andares (no meu apartamento aqui em São Paulo isso não é escolha, pois não há elevador) e etc. Coisas simples que meu psicológico afirma que vai fazer uma mínima diferença.

Eis então que, conversando com um amigo, ele me recomenda dá uma olhada em uns sites que ele achou com alguns exercícios caseiros (em inglês), coisas que dá p/ fazer fora de uma academia, como flexão, barra (é preciso comprar a barra e fixá-la num local adequado em casa) e abdominais. Ele testou os programas de exercícios e achou interessante, eu resolvi testar, ainda estou no começo, então não posso dizer que o negócio funciona de fato, mas não está me fazendo mal, o nível não é muito alto (na verdade os exercícios têm 3 níveis) e eles sugerem que os sedentários (como eu) comecem devagar para ir se habituando com os exercícios.

Esses programas têm um fim, por exemplo chegar ao ponto de fazer 100 flexões, é bom porque seguir um objetivo exato anima mais do que “ficar mais forte” ou “definir meus músculos” e os programas também tem um tempo, em geral 6 semanas. Eu escolhi pegar leve nas 2 primeiras semanas, como um treino, antes de começar oficialmente, e como eu falei, as instruções dizem que é bom vc se habituar com o exercício (em geral dizem para você repetir a 1º semana depois de completá-la a primeira vez). Nas instruções eles dão dicas de como realizar os exercícios adequadamente e em alguns casos mostram uma versão mais leve do exercício.

No momento estou fazendo flexão de punho (push ups em inglês) e abdominais (sit ups), como disse ainda estou no começo, o que posso afirmar é que vale a pena tentar, ao menos o teste incial e a primeira semana. Se não gostar é só parar, se achar pesado (mesmo no nível mais baixo) vc pode diminuir os exércicios até se sentir confiante para seguí-los a risca. Eu acho totalmente válido, ao menos como alívio de consciência.

Eis os sites:
100 push-ups (100 flexões) – além da flexão normal, fala de 4 outros métodos (com punho fechado – para quem sente dor no pulso, não é mais pesado do que com a palma – ; de joelho – você apoia o joelho no chão e deixa a perna levantada, assim você só precisa erguer do quadril para cima, reduz a difucldade em 50% (diz o site) – ; com suporte – fixa um suporte para mãos e pés, assim sua cabeça pode descer abaixo da altura da mão, mais dificil – e na parede – não entendi muito bem esse, mas é bastante fácil, aparentemente).

20 pull-ups (20 barras) – Tem duas semanas “negativas”, um treinamento antes do programa mesmo, onde você deve pular apoiado na barra e descer lentamente.

60 sit-ups in a minute (60 abdominais em um minuto) – Eu cheguei a começar, mas achei bem pesado, talvez eu faça mais para frente.

200 sit-ups (200 abdominais) – É mais leve que o anterior por você não ter que se preocupar com velocidade, apenas com o número. Tem algumas dicas p/ evitar problemas nas costas e pescoço.

Se alguém conhece um outro site ou programa de exercícios e quiser compartilhar, sinta-se a vontade para comentar, o mesmo para alguém que já conheça esses exercícios, tenha feito ou esteja fazendo, diga-nos sua opinião sobre ele, quem sabe ela não vai nos estimular a continuar ou nos poupar trabalho inútil.

30/06/2008

Febre: vilã ou heróina?

Arquivado em: Medicina, Sociedade — Silvano @ 8:48 pm
Tags: ,

Esse post é uma prévia para um outro assunto que ando refletindo sobre ultimamente, que é o uso excessivo de remédios para qualquer sintoma ou desconforto biológico.

A primeira coisa a ser dita sobre a febre é que as pessoas confundem muitos os efeitos de uma doença e as conseqüências da mesma. Pode não parece, mas sim é diferente. Efeitos de uma doença são as pertubações do organismo causadas diretamente pela ação de um agente (que pode ser desde um vírus até um corpo estranho, como comida estragada), as conseqüências são as reações do corpo para acabar com essas pertubações ou as pertubações secundárias que aparecem caso a o efeito inicial se prolonge.

Até agora só falei blá blá blá técnico, então sendo sucinto, basta saber que certos sintomas que o corpo apresenta são a sua defesa reagindo e a febre esta incluida nesse grupo. E é esse o ponto-chave da questão, quando uma pessoa está com febre devemos interpretar como sendo uma boa e uma má notícias.

A má é que o problema não foi resolvido simples e rapidamente (o que não significa que seja algo grave), a boa é que o corpo está reagindo para eliminar de vez o problema. Mas afinal, fisiologicamente, o que é a febre? Quando o corpo está sendo atacado é preciso tomar ações rápidas, assim o hipotálamo libera um hormônio chamado PGE2, esse pode ser chamado de hormônio da febre. É o PGE2 que regula a hipertermia do corpo estimulando a produção de pyrogenos que é o que aumenta a temperatura corporal propriamente. Isso serve para melhorar a produção de interferon (substâncias anti-virais), de células T (que por sua vez produzem anticorpos), aumenta a mobilidade dos necrófilos (a infrantaria das células de defesa) e aumenta o poder de fagocitose das células (ato de englobar o agente agressor e destruí-lo dentro da célula).

Ou seja a febre é sempre coisa boa! Errado, claro que muitas vezes a febre pode atrapalhar e se a temperatura aumentar muito (39° ou mais), as conseqüências podem ser graves. Logo remédios são imporantes para manter a temperatura num nível aceitável, mas sair auto-receitando anti-térmico logo de cara não é bom, a não ser que o médico ache melhor fazê-lo.

Alias tomar anti-térmico de cara não é bom, também, pelo fato de mascarar a doença. A febre não é causa, é conseqüência, a causa é um agente agressor (comumente bactérias ou vírus) e só porque a febre passou graças a um anti-térmico não elimina a doença. É preciso agir contra a causa, então o mais aconselhável é tomar antibiótico nesses casos, embora as vezes seja necessario algo mais.

Por fim, ao meu ver (e também de muitos profissionais da área), a febre não é vilã, é um heroína incompreendida e as vezes exagerada. É natural do corpo senti febre, é a nossa forma de se proteger contra os inimigos “invisíveis”, então da próxima vez que você ou alguém próximo ficar com febre, tome antibióticos, mas anti-térmico só se a coisa sair do controle.

16/06/2008

Corpo frio

Arquivado em: Medicina — Silvano @ 8:49 pm
Tags: , ,

Aproveitado o frio de São Paulo hoje resolvi fazer um post sobre o comportamento do corpo humano em baixas temperaturas.

Antes de tudo aviso que as temperaturas que vou por aqui são corporais e não do ambiente, bem como é tudo uma média, pode haver variações das reações nas temperaturas dadas dependendo da pessoa (por exemplo esquimós tem maior resistência ao frio que beduínos do deserto). E é bom lembrar também que a temperatura média do corpo humano esta entre 36,5° e 37,8° C.

Nós temos nervos sensitivos que ficam na pele e detectam baixa temperatura, como tem capacidade adaptativa a região acaba se acostumando a temperatura, a não ser que esta esteja muito baixa ou continue baixando, aí o organismo começa a reagir.

Entre 36 e 36,5°: A primeira coisa que acontece é a ereção dos pelos de todo corpo, o famoso arrepio, através da contração de uns músculos especiais. Isso cria uma nova “camada” que retém o calor.

Se a temperatura continuar baixa (entre 35° e 36°) há contração dos vasos, ou seja, eles diminuem seu diâmetro e se afastam da pele para diminuindo a perda de calor, por isso as pessoas tendem a ficar mais pálidas no frio. Ainda nessa mesma faixa de temperatura, começam a tremedeira, causado por um estímulo do hipotálamo.

Entre 34° 35°: Já é considerado hipotermia, agora o corpo já está sofrendo com o frio, a tremedeira aumenta de intensidade, a pessoa pode ter paralisia muscular, as extremidades do corpo ficam acizentadas e há risco de gangrena (a água no interior das células congela e a célula morre).

Abaixo de 34°: Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas em geral há sonolência, confusão, perda progressiva da tremedeira (devido ao grande gasto de energia e perda de calor), se cair muito a pessoa perde até a sensação de frio e entra em estado de coma, podendo até morrer. A temperatura mais baixa registrada em alguém que sobreviveu foi cerca de 14°,2 C.

Em termos de temperatura ambiente é difícil descrever a progressão dos sintomas, pois depende de muitos fatores (como roupas, adaptação ao frio ou calor, se há ou não vento), mas em teoria um adulto médio (1,7m e 70kg) sobrevive por mais ou menos 1h à 0° C sem roupa.

Me apossando agora de uma frase de efeito da Discovery Channel: “É assim que o corpo reage em situações extremas”.

Blog no WordPress.com.